Postagens

Mostrando postagens de Janeiro, 2012

porque não há nada a se fazer com um poema além de subi-lo.

pan__pan__pan__demônio
de nada,___panjinho

quantos cantos tem um batente?

lugar de poesia é na gaverua.
na partilha eu sou da parcela gente que você conhece,
nunca da lista de nomes de poetinhas e ou artistas

muito me agrada, talvez. Meu corpo não dá uma aura.
Meus ouvidos não podem com o mar,
infiltração & pneumonia.

Mas meus olhos podem,
arrasto um livro grosso até a orla

, depois recuo observando as linhas retas.

um poema antigo

por menor que seja o alinhave
ou o ajuste que se requeira

a agulha é a mesma,
a linha deve ter a mesma firmeza

e os passionais preferem o vermelho.

sandoval esturricado

sandoval esturricado
queimado por muito menos que a demanda

salvem-no é tarde demais

toca de salamandra
aconchego & espinho

não vem que não tem quando o deserto alastra

lastro de prata, pigmento de mercúrio, corrosão,
o enrolar das raízes não capota as árvores majestosas

mimo do desespero entregue à porta, muito menos,
fagulha um desalento de discórdia

entre a soleira e a esquina, clube enfiado num iate corroído

longe do mar três palmas de gigante, como medir,
o polegar empalhado do rei da Escócia na sua soleira,

que desastre um refluxo estomacal a esta altura,
duas guilhotinas servindo de pernas à escrivaninha,

escada.