
Baravelli, Luís Paulo - Organização das borboletas, 1974 * Como narrar uma borboleta num poema depois da borboleta da borboleta do Alberto Caeiro e sob esta acusação ferrenha de que poesia é algo brega, é difícil. As cores daquela borboleta em outro inseto ou focar o que me ocorreu não nela mas numa moral ou noutra coisa que o valha, estratégias que me frustrariam. O que faço da minha vida quando a literatura lhe nega encenação? O contexto socio-psico-literário, ao gosto dos pedagogos, me nega narrar em versos que sejam poemas a borboleta, mas à praia onde a vi ainda resta todo o mar quebrando em cada onda verso antigo bem lido. O que falta portanto é um Camões às borboletas, meu amor, será você, será você. Um gigantesco móbile de panapanás. , lrp.