lentidão de um automatismo doente
tela focada no intervalo entre as cenas
fagulha em forma de esperança que amorfe
aço que pressuponha explosões sem fim
óculos moído no ar que se toca cheira
casal que goza fetos ao sabor dos cães
uma mãe que rime perdão na mão que mata
que todo pai seja padre de um filho travesti.

Comentários

Marcelo Pierotti disse…
Eu gosto dessa tua faceta. Por isso fico irritado de ter perdido essepoema nas vezes anteriores que fucei no blog. Mas é melhor eu comentar mais pontualmente quando te achar pelo MSN.

E feliz ano velho!

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