debruçada, rímel manchado.

A mulher do cabeleireiro instalou cata-ventos
no cartaz com os preços do estabelecimento,
ninguém corta o cabelo com ela, faz as unhas
de si e de quem mais pagar pelo serviço, faz os pés
e chora no telefone público do lugar, tarde de quarta,

Comentários

Bruno Abreu disse…
gostei dessa tendência narrativa! esse poema tem uma escrita tão leve, mais é tão pesada a sensação que passa. adorei o layout, a imagem - é um lençol? - e o post sobre daniel faria, meu poeta favorito, que o cara era demais. tenho o "Poesia", livro que reúne toda sua obra, que é enorme pra apenas 28 anos de vida.

abraço!
Luiz Pierotti disse…
Narrativa solta, gostei. Me lembra um cochicho-fofoca.
O Autor. disse…
Olha "cochicho-fofoca" é coisa do peiotinho... mas isso ficou muito bom!!!! Quartas-feiras são os piores dias

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