sábado, 7 de novembro de 2009

debruçada, rímel manchado

A mulher do cabeleireiro instalou cata-ventos
no cartaz com os preços do estabelecimento,
ninguém corta o cabelo com ela, faz as unhas
de si e de quem mais pagar pelo serviço, faz os pés
e chora no telefone público do lugar, tarde de quarta.

2 comentários:

Bruno Abreu disse...

gostei dessa tendência narrativa! esse poema tem uma escrita tão leve, mais é tão pesada a sensação que passa. adorei o layout, a imagem - é um lençol? - e o post sobre daniel faria, meu poeta favorito, que o cara era demais. tenho o "Poesia", livro que reúne toda sua obra, que é enorme pra apenas 28 anos de vida.

abraço!

Luiz Pierotti disse...

Narrativa solta, gostei. Me lembra um cochicho-fofoca.