minha é a luz
cultuada por um tribo norteamericana
cujo xamã percorre a noite a procurar,

minha é a fome que se lembra
do bolo com recheio de cocada
sobre a mesa do cozinha

coberto por um pano de prato roto,

minha é a memória que, além do bolo,
redesenha os ângulos da escada carpetada,

minha é a intenção que mendiga objetos,
a certeza do encontrão com o móvel

mitigada pelo carinho que de quem me ama
a prestações, suave,

ponho as mãos no seu joelho, quero o dito.

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