mar é a única palavra óbvia aqui
E é mar mesmo, soando no ouvido
direito daquele que regressa,

esgoto a céu aberto
parece dorso de lacraia,

um casal mata uma cerveja
em cima da boca do canal aberto,

conforto eles que trouxeram e ali
sentados sobre o cimento da beira
da balançam os pés, forestreleza

de o mar não importar, forestreleza

de tudo fechado em pleno domingo,

forestreleza em pleno confronto,

uma debelidade eregida,
insondáveis quilómetros;

é de o mar não dar conta, alúvio.

Comentários

Caio Nijam disse…
Olha, muito bom. Gostei do que li. Parabéns! o//
O Autor. disse…
me lembrou Santos... mas deve ser Itanhaém... de toda forma, muito bom!!! gostei!!!

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